| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Cotingidae |
| Bonaparte, 1849 |
Espalhando-se desde o México até o Rio Grande do Sul e Missiones, na Argentina este grupo reúne os mais belos pássaros das Américas. Espécies como o galo-da-serra (Rupicola rupicola) e o anambé-militar (Haematoderus militaris) estão certamente entre as aves mais belas do planeta. Espécies dos gêneros Procnias, Gymnoderus e Perissocephalus apresentam áreas glabras coloridas na face e no pescoço enquanto que o uiramembi (Cephalopterus ornatus) ostenta um vistoso barrete de penas no peito, além de um não menos vistoso topete. Algumas espécies são típicas de planícies ou baixadas litorâneas florestadas enquanto outras ocorrem apenas em locais montanhosos, principalmente no Sudeste e na fronteira com as Guianas e a Venezueal. Quanto ao tamanho, vão desde o porte de um tucano até as dimensões do tiête-de-coroa (Calyptura cristata). Suas belas cores provém de lipocromos naturais associados a cores estruturais, causadas por modificações microscópicas estruturais nas penas, que refletem curtos comprimentos de onda do espectro visível. Frequentemente, as fêmeas apresentam cores mais simples que os machos; mas nos gêneros Lipauguse Iodopleura, tanto os machos quanto as fêmeas são de cores modestas. Possuem vocalizações fortes, atingindo seu ápice nas arapongas Procnias sp. e nos Lipaungus. Outras espécies emitem cantos e gritos guturais estranhos, como o uiramembi (Cephalopterus ornatus), o pássaro-boi (Perissocephalus tricolor) e os pavós (Pyroderus scutatus). São pássaros frugívoros, mas podem incluir insetos e outros artrópodes em sua dieta. Geralmente engolem os frutos com as sementes inteiras, regurgitando-as posteriormente e tornando-se assim, grandes dispersoras ornitócoras. Devido a sua dieta à base de frutas, vivem mais nas copas de florestas densas. Porém, algumas espécies, como o anambé-de-asa-branca (Xipholena atropurpurea), parecem se adaptar a matas secundárias adjascentes às matas primáreas. Algumas espécies como o pavó (Pyroderus scutatus), o chibante (Laniisoma elegans) e a tesourinha-da-mata (Phibalura flavirostris) realizam migrações sazonais no Sudeste, à procura de frutos. É possível que tais deslocamentos aconteçam com as espécies amazônicas também, mas faltam estudos sobre o assunto. Durante o acasalamento, os machos em geral se assocaim em arenas dispersas pelas copas exibindo-se em voo ou por meio de rituais comunitários. Tais congregações comunitárias envolvendo machos adultos e subadultos e a presença de fêmeas, são um fato conhecido por caboclos e ribeirinhos na Amazônia no caso de várias espécies de anambés; no estado do Espírito Santo recebem o nome de “cemas”, em relação ao pavó. Após o acasalamento, a fêmea constrói um ninho semelhante ao das pombas ou seja, uma plataforma rala e simples na maioria das espécies ou ainda semelhante ao ninho dos beija-flores (Trochilidae) no caso da Iodopleura. O ninho da Phibalura flavirostris lembra o ninho das guaracavas (Elaenia), ornado externamente com liquens e musgos. A postura em geral, consta de 2 a 3 ovos de cor branca, creme ou de colorido diverso, com pintas escuras. O macho não participa dos cuidados com a prole. ===== Composição ===== * SubFamília Cotinginae Bonaparte, 1849 - <cor cinza>Arapongas, anambés e afins</cor> * SubFamília Phytotominae Swainson, 1837 - <cor cinza>Corta-ramos</cor> * SubFamília Rupicolinae Bonaparte, 1853 - <cor cinza>Surás e galo-da-serra</cor> ===== Referências ===== Sigrist, Tomas. Guia de Campo.Avis Brasilis p.223,224 ===== Galeria de Fotos =====